segunda-feira, 11 de junho de 2012

Erasmo Carlos - 50 Anos de Estrada

50 Anos de Estrada!

Erasmo Carlos comemora meio século de carreira com DVD gravado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Por Elias Nogueira

Erasmo Carlos é como o bom vinho, quanto mais curtido, melhor! Digo isso porque em cada lançamento, desde os anos 1960, ele se reinventa. Uma nova etapa de sua carreira começou quando lançou em 2009 o ótimo disco “Rock n’ Roll” com produção do ex-Mutante Liminha. Ali o Tremendão mostrou o retorno as suas origens roqueiras. O disco foi muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica – depois fez o lançamento do livro “Minha Fama de Mau” onde Erasmo conta suas divertidas memórias, da infância humilde à consagração como ídolo do rock. Mas Erasmo não parou por aí: lançou no ano passado “Sexo” disco em que segue o conceito do anterior.

Quando eu gravei o CD ‘Rock n’ Rol’ me perguntavam se eu ia dar continuação à trilogia sexo, drogas e rock n’roll. Disse que não, mas sexo é um bom tema. Compus uma série de músicas e entreguei para os parceiros abordarem o tema”, comenta.

A verdade é que desde o lançamento de disco “Rock n’ Roll” Erasmo caiu na estrada e daí em diante não parou de fazer shows!

 “A turnê de ‘Sexo’ é a mesma da turnê anterior, acrescentado de novas músicas, mas espinha dorsal é a mesma”, explica.

Em tempo: Erasmo coloca no mercado o CD/DVD “Erasmo Carlos 50 anos de Estrada” gravado ao vivo no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em julho de 2011. Com duas participações especiais - Marisa Monte, repetindo o dueto em Mais Um na Multidão - e o amigo de fé, irmão camarada e parceiro Roberto Carlos nos sucessos Parei na Contramão” e “É Preciso Saber Viver.

O repertório pode ter deixado de fora muitos sucessos - também o cara têm mais de 50 anos de carreira! Mas não deixa de lado outros super clássicos, como Vem Quente que Eu Estou Fervendo“, “Festa de Arromba” e “Quero que Vá Tudo pro Inferno”.

A banda que o acompanha é de tirar o fôlego! Filhos da Judith (com quem gravou seus últimos CDs, “Rock n’Roll” e “Sexo”), Dadi Carvalho e Billy Brandão (guitarras) e José Lourenço (teclados), além das cordas da Orquestra do Theatro Municipal

Compositor
- Compositor sofre, no meu caso que sou brasileiro, tenho várias influências, aqui no Brasil tem muita mistura de ritmos, é comum eu ter essas influências e sofro compondo.

Rock
- Eu havia abandonado as guitarras, tinha deixado de lado um pouco o rock. Sou antenado com tudo que acontece. Leio muito para ficar atualizado. Quero sempre saber o que está acontecendo - posso envelhecer, o que é natural, mas minha cabeça é muito ligada na atualidade. Por isso eu me envolvo com os jovens, falo a mesma língua, assim posso até conversar, trocar idéias e me manter com a cabeça sempre jovial e isso eu levo para meu trabalho. Com isso a juventude se interessou pelo meu ‘eu atual’ e isso os levaram a descobrirem meus trabalhos antigos. Isso tudo dá um também r um ar novo e atual em meu trabalho e, contagia também. Com os Filhos da Judith não foi diferente. Gosto deles.

Jovem Maduro
- Já me perguntaram se sou um jovem amadurecido, inclusive você. Isso é muito engraçado de analisar porque por dentro sou, sempre, jovem. Por mim eu tenho a idade que eu quiser. Sou avô e tenho que ter assuntos pra todos. A hierarquia daqui de casa se faz pela experiência e não pela força. É muita conversa. Tenho os filhos adultos... Tenho essa riqueza de diversificações de faixas de idades para conviver e aprender. Sou muito ligado em tudo para me manter atualizado. Posso não ler a notícia, mas sei a manchete!

ClipeKamasutra”, com direção de Cacá Diegues
- O clipe nasceu a partir da música. Eu disse a ele o que queria e, para não se importar com nada, nem com a censura e fizesse o que viesse a cabeça. Acabou acontecendo o previsto, o clipe só é exibido, na televisão, pela madrugada e com tarjas nas regiões genitais, isso era para passar à tarde, mas não passa. O clipe foi muito elogiado pelos críticos, a idéia de convidar o Cacá foi minha.

Tocar rock no Theatro Municpal do Rio de Janeiro
- Eu não sei hoje em dia o conceito, mas quando comecei era um sonho inatingível, o Theatro Municipal era das chamadas áreas nobres, quando pisei no palco foi uma vitória ao relembrar aquele menino sonhador...  Cantar “Festa de Arromba” foi uma felicidade imensa! Todos os amigos citados na música estavam ali!

Roberto Carlos
- Já fiz muitas participações e todos vêm com texto, aquilo nós improvisamos dentro do texto... no meu caso foi totalmente extrovertido. O Roberto Carlos parecia estar na casa dele, ele entrou no meu Universo. Ele entendeu assim: Eu vou ser assim porque Erasmo é assim! Parecia até que estávamos num bar papeando como nos bons tempos... tenho certeza que ele gostou e durante “Parei na contramão” ele ficou observando as guitarras e ficou feliz com tudo que viu... Quanto a nossa parceria, temos sete canções inéditas.

Marisa Monte
- O Rouxinol. Agora eu chamo é de Iemanjá. Foi a produção que convidou, era o último show da turnê “Rock n’ Roll”. Sou fã da Marisa! Uma musa! Linda! Apareceu com aquelas flores no cabelo, como a “Iemanjá vestida de noite” com aquele vestido escuro.

Minha Fama de Mau
- O livro “Minha Fama de Mau” já saiu a dois anos e o motivo de ir a Foz do Iguaçu, é que agora saiu em formato pocket. Autografei 85 livros em Foz, foi necessário e um prazer. O que é feito hoje em dia é assim, tenho que dançar conforme a música. Hoje não tem mais rádios, tenho que ir onde o povo está. Você acredita que em mais de 99,99% das cidades brasileiras não tem livraria? Aproveito as feiras e os eventos para poder promover o livro.
O evento foi bonito, super organizado - inventei uma coisa que o próprio lançamento me ensinou: ao invés de ficar sentado a mesa, aqui no Rio de Janeiro foram 200 exemplares, é um tal de sentar pra autografar e levantar pra tirar fotos e assim foi... no final minha a coluna ficou arrebentada. Inventei um banco alto e mesa alta, fico meio sentado e meio em pé, fico na altura das pessoas! O evento acabou tarde, mas dentro do previsto.

Estou com agenda muito boa, se me convidarem para ir ao Sul, eu vou!

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