quarta-feira, 30 de maio de 2012

Golden Boys, Evinha & Trio Esperança

Golden Boys, Evinha, Trio Esperança No show “ Goldherança”
História de uma família excepcional, que marcou a MPB nos anos 60 e 70.

Nesta família, composta de sete irmãos, todos tornaram-se Artistas famosos (Golden Boys, Evinha, Trio Esperança), e após mais de 40 anos de carreira, provocam o mesmo entusiasmo tanto perante a mídia quanto a  multidão de fãs. Os shows acontecem nos dias 30 de maio, dias 01 e 02 de junho, sempre às 19h30, no Teatro Rival Petrobras.

O show contará a história dos “Corrêa” (daí o título “Goldherança”), de uma maneira informal, onde os artistas convidarão o público para participar de uma festa familiar e musical, como sempre acontece nas reunioes da família Corrêa: de que maneira começaram à cantar os Golden Boys porque o Trio Esperança seguiu o mesmo caminho dos irmãos mais velhos como Evinha saiu do Trio e ganhou o F.I.C no Rio e Marizinha a subistituiu.

O show será desenvolvido e ilustrado através dos sucessos de cada Artista. Eles marcaram tanto esta época, que a totalidade das músicas que serão interpretadas são sucessos inesquecíveis !! Tudo vai acontecer num cenário intimista, reproduzindo um ambiante caloroso de um salão, e sem nenhuma dúvida o público vai se transportar no universo informal da família.

Serviço:
Teatro Rival Petrobras
Dias 31/05 e 01 e 02/06 – Quinta a sábado às 19h30
Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia – Tel:2240-4469
R$ 70(Inteira)
R$ 55(Os 100 primeiros pagantes)
R$ 35(Meia)
Classificação: 16 anos
Capacidade: 472 lugares





sexta-feira, 25 de maio de 2012

O INFERNYNHO de Marília Bessy e Ney Matogrosso!


O INFERNYNHO de Marília Bessy e Ney Matogrosso!
Teatro Rival no Rio de Janeiro lotou para ver o INFERNYNHO de Ney Matogrosso e a roqueira Marília Bessy!
 Foi uma noite para ficar na memória, ver no mesmo palco a roqueira Marília Bessy e o lendário Ney Matogrosso. Acompanhados por ótimos músicos - Humberto Barros (teclados), Ricke Frainer (bateria), Pedro Costa  (guitarra) e
Wlad Pinto (baixo), ambos fizeram a platéia balançar! Ney desfilou sucessos com seu ar sensual e até erótico!

Marília abriu o evento e depois de cantar sete canções, no final de “Quem é ele?” (sucesso da disco music nos anos 1970) deu a dica que Ney entraria para o delírio do púbico em geral, foi o que aconteceu.

O que já era bom ficou muito melhor com os dois no palco. Foi um desfile de sucessos com Ney e Marília a todo vapor! Ao final do evento o público ficou com o gosto de quero mais!

Vamos esperar que isso aconteça novamente, ou quem sabe ainda saia um registro oficial.












quinta-feira, 17 de maio de 2012

Erasmo Carlos - na Tijuca

Imperdível! Dia 18 de maio de 2012 das 12h30 até as 14h30
"Erasmo Carlos" na Loja Americana da Praça Saens Pena, na Tijuca!
O Tremendão vai autografar CD/DVD "Erasmo Carlos 50 anos de Estrada" gravado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro!





quinta-feira, 10 de maio de 2012

Walter Wanderley


Walter Wanderley
80 anos no próximo sábado 12/05

Walter Wanderley
 foi um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional. Lançado no final dos anos 50, o tecladista pernambucano sediado em São Paulo gravou discos seminais para a história da Bossa Nova e, após oito clássicos álbuns para a Odeon (1959-1963), migrou para os Estados Unidos – onde trilhou carreira internacional por grandes gravadoras até falecer em 1986.
Músico requisitado nas gravações dos grandes nomes, também era grande vendedor de discos – como Ed Lincoln e Lafayette, e em sua breve fase inicial brasileira gravou nada menos que dois LPs por ano.

Pela primeira vez na história, para celebrar os 80 anos de nascimento do artista, ocorrido em Recife em 12/05/1932, os oito álbuns clássicos de sua discoteca básica foram licenciados da EMI Music e remasterizados digitalmente. Retornam juntos ao mercado pela primeira vez na
 próxima semana, em duas caixas de quatro CDs cada – todos com reprodução fiel das capas, contracapas, rótulos, textos e fichas técnicas.

Estas reedições especiais de Discobertas serão bem recebidas não só por entusiastas de Bossa Nova, fãs, colecionadores, historiadores e documentadores, como também pelo mercado internacional – notadamente Estados Unidos, Inglaterra e Japão, onde outros de seus discos e até coletâneas especiais são lançados até hoje.
  Box 1 – Festas Dançantes Vol. 1
01) Eu, Você e Walter Wanderley (1959)
02) Feito Sob Medida (1959)
03) Sucessos Dançantes (1960)
04) O Sucesso é Samba (1960)
Box 2 – Festas Dançantes Vol. 2
01) O Samba é Samba com Walter Wanderley (1961)
02) Samba é Mais Samba com Walter Wanderley (1961)
03) O Bolero e Walter Wanderley (1962)
04) Samba No Esquema de Walter Wanderley (1963)

Abaixo, os depoimentos de colegas e admiradores ilustres:

Marcos Valle:
O swingue de Walter Wanderley e de Ed Lincoln no órgão foram totalmente renovadores. Mudaram o conceito sobre esse instrumento, que era mais duro de cintura. Ely Arcoverde e André Penazzi também contribuíram bastante pra isso, mas Walter e Ed me emocionam muito. Eumir Deodato, com os seus Catedráticos trouxe essa malícia dos dois, e arrasou.  Aliás, por coincidência, o “Samba de Verão” estourou no Brasil  em versão instrumental tocada pelo Eumir, e nos Estados  Unidos com Walter Wanderley, também em versão instrumental. Os dois, aliás, gravaram músicas minhas em suas carreiras, sendo muito importantes na minha história e na de meu irmão Paulo Sérgio.
Isaurinha Garcia, mulher de Walter Wanderley, gravou discos deliciosos, com o balanço de Walter quebrando tudo. Ele é certamente um artista importantíssimo na Música Brasileira, dentro e fora do Brasil, e sobre quem  a garotada deve pesquisar cuidadosamente.

Roberto Menescal:
Walter Wanderley reinventou o órgão, como um instrumento de ritmo e principalmente de ritmo brasileiro. Pois, antes disso, o órgão era  um instrumento que, na nossa cabeça, lembrava igreja, colégio católico, confissão, e reza para pagar  pecados cometidos. Mais tarde, lembra Waldyr Calmon, que gravou vários discos dançantes.
Quando ouvimos os primeiros discos de Walter, com aquele suingue inigualável, enlouquecemos... e aí todo pianista popular queria tocar órgão. Mas somente Ed Lincoln e Walter Wanderley tinham aquele swingado. A gravação de Walter Wanderley com João Gilberto é um capítulo à parte na música brasileira. Pena que na época o perdemos para os americanos!

Carlos Lyra:
Walter Wanderley foi um excepcional músico e arranjador, que deu uma importante contribuição quando a Bossa Nova chegou aos Estados Unidos nos anos 60. Qualquer artista gostaria de tê-lo a seu lado, pelo bom companheiro e excelente profissional que sempre foi.

Joyce:Não cheguei a conhecer pessoalmente WW, já que - quando me iniciei profissionalmente na música - ele não estava mais no Brasil. Para a minha geração, ele era uma lenda - a gente sabia que ele existia, e adorava aquele som de órgão super swingado, típico dele, mas ninguém nunca o viu tocar ao vivo. Acho sensacional que estes CDs saiam agora, pois assim,  para as próximas gerações,  a lenda continua.

Celso Fonseca:
Walter Wanderley foi um músico importantíssimo pela maneira original como tocava samba em seu instrumento.Ele transformou completamente o órgão com o seu toque percussivo. Seus discos influenciaram gerações de músicos e são um primor de bom gosto, swing e repertório bem escolhido. É indispensável para quem gosta de música brasileira.

Produção executiva: Marcelo Fróeswww.discobertas.com.br


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sepultura “Kairos” no Brasil!



Sepultura “Kairos” no Brasil!

Sepultura, banda de thrash metal formada em 1984 em Belo Horizonte, tornou-se mais popular nos Estados Unidos do que no Brasil, cantando em inglês. Teve seu primeiro disco com o nome de "Bestial Devastation", dividido com outra banda mineira Overdose, lançado em 1985 por selo independente, seguido por "Morbid Visions" em 1986.

Com a saída de Jairo T. e a entrada do guitarrista Andreas Kisser, gravaram "Schizophrenia", que os projetaram internacionalmente. No ano seguinte assinaram contrato com a gravadora americana Roadrunner e começaram a conquistar o mercado internacional.

O disco "Beneath the Remains", lançado em 1989, foi muito elogiado pela crítica especializada e fez com que a banda se tornasse mais conhecida no Brasil e no resto do mundo, fora dos Estados Unidos.

Em 1996, no Brasil, o grupo pesquisou e gravou sons e ritmos das tribos indígenas para lançar "Roots", o que seria o último com o então vocalista Max Cavalera que deixou a banda e causou contratempos, a história da banda continuaria com os remanescentes...

Atualmente o Sepultura é formado por Derrick Green (voz), Andréas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e na bateria Eloy Casagrande, lançaram o 12º álbum de estúdio intitulado Kairos.

O Sepultura voltou! É a conclusão que se tem depois de escutar o disco inteiro “Kairos", o décimo segundo da carreira da banda brasileira, que foi lançado oficialmente somente no dia 24 de Junho de 2011.

Na realidade o que chama a atenção em vários pontos deste ótimo disco são os riffs marcantes, a bateria bem trabalhada, passando pela voz gutural, os solos magníficos e o baixo pulsante.

Kairos é o primeiro trabalho da banda pela gravadora Nuclear Blast, a maior do mundo no gênero heavy metal.

Aqui o disco é distribuído por Laser Company (São Paulo), distribuidora exclusiva da Nuclear Blast Records no Brasil.

Estúdio Trama, em São Paulo, foi o escolhido e Kairos foi gerado entre os meses de fevereiro e março de 2011, com produção de Roy Z (Judas Priest, Halford, Bruce Dickinson, Helloween). A capa do álbum foi criada pelo artista americano Erich Sayers.

"Kairos é um conceito de tempo não cronológico, que vem da mitologia grega. É um momento de oportunidade e mudança", explica o guitarrista Andreas Kisser.

"O conceito do álbum foi tirado da nossa própria história, dos 26 anos de carreira, enfatizando o presente, o por que de ainda estarmos aqui, apesar de todas as mudanças dentro e fora da banda. As letras falam das nossas famílias, relação com gravadoras e empresários, viagens pelo mundo, shows e tudo que faz parte da história do grupo".

O ano de 2011 foi ótimo para a banda e acabaram levando a turnê para os Estados Unidos.  Em abril tocaram na Virada Cultural, em São Paulo, em um show único com a Orquestra Experimental de Repertório (corpo artístico do Teatro Municipal de São Paulo), na Estação da Luz. O show teve como tema principal á preservação do pau-brasil, material usado para a fabricação dos arcos dos violinos. Como forma de visualização do tema, mil mudas da árvore foram doadas pelo Instituto Verde Brasil especialmente para o concerto e foram replantadas em áreas de preservação ambiental.

O engajamento da banda para a preservação da árvore típica do Brasil aconteceu porque a Interface Filmes e North Produções, encarregada de fazer o documentário sobre a banda (ainda sem data de estréia), é a mesma que produziu o premiado documentário “A Árvore da Música”.

No dia 13 de Novembro de 2011, o paulistano Eloy Casagrande assumiu as baquetas do Sepultura no lugar de Jean Dolabella, após cinco anos como baterista da banda.
"Quando recebi o convite para entrar no Sepultura, fiquei em choque", conta Eloy.
"Sou fã do Sepultura há anos, será uma honra tocar com eles".

Eloy tem vinte anos de idade, é o vencedor do prêmio Modern Drummer's Undiscovered Drummers Contest (maior festival de bateristas do mundo) em 2006.
"Eu tenho certeza que o Eloy vai fazer um grande trabalho com o Sepultura, ele é um músico que demonstra muita segurança e técnica, apesar de ser jovem", declarou Andreas Kisser. "Fizemos um ensaio com ele e a casa caiu, foi fantástico, tocou o material antigo e o novo como se tivesse na banda há muito tempo. O Sepultura mostra ao mundo mais um monstro brasileiro da bateria”.

Em 2012, o Sepultura passa pela Ásia, Oceania, Europa e Estados Unidos. O Brasil fica com os meses de Maio e Setembro para a continuidade da tour "Kairos". Um documentário sobre a banda também está sendo produzido.

O Sepultura se apresentará no Rock in Rio-Lisboa 2012 com os percussionistas franceses Tambours du Bronx, grupo criado em 1987, formado por 17 membros que misturam o som das latas gigantes com hardcore e percussão eletrônica. Espera-se que neste show, o Sepultura apresente alguns temas do novo disco que foi lançado no dia 24 de Junho de 2011.


Faixas de Kairos

1."Spectrum" (4:03)

2. "Kairos" (3:37)

3. "Relentless" (3:36)

4. "2011" (0:30)
5. "Just One Fix (Ministry cover)" (3:33)
6. "Dialog" (4:57)
7. "Mask" (4:31)
8. "1433" (0:31)
9. "Seethe" (2:27)
10. "Born Strong" (4:40)
11. "Embrace the Storm" (3:32)
12. "5772" (0:29)
13. "No One Will Stand" (3:17)
14. "Structure Violence (Azzes)" (5:39)
15. 4648 (00:29)
16. Firestarter (The Prodigy Cover) (04:30)
17. Point Of No Return (03:24)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Malhação em Copacabana com Ricardo Sampaio

Como sempre falo: aqui é um espaço democrático, tudo que for de interesse ao público é relevante, por tanto...
Dia desse pude conhecer o Ricardo Sampaio, professor de educação física, que ministra aulas à luz do dia em plena na areia de Copacabana, em frente á Rua Bolívar. É um projeto muito legal que me despertou pela qualidade e o critério para deixar as pessoas mais saudáveis. Essas aulas vêm acontecendo há um ano. Pude fazer um vídeo no qual Ricardo dá mais detalhes sobre este projeto que tem despertado o interesse a cada dia que passa! Veja o que Ricardo diz.




sexta-feira, 27 de abril de 2012

Belchior Tributo


Essa semana estive com amigo Jefferson Gonçalves na Zona Norte do Rio, na ocasião entre uma conversa, troca de idéias...O gaitista me apresentou um trabalho que está produzindo.
Ele fez surpresa e colou pra tocar...  logo na primeira faixa fiquei extasiado com que escutei! Era canção de Belchior com levada de blues com tempero de rock. Isso me despertou a curiosidade e fez com que eu ficasse mais tempo do que devia, estava entre um trabalho e outro.

Na realidade Belchior é homenageado com tributo onde condensa vários clássicos de carreira! Quando vai chegar às lojas? Não sei! Não deve demorar. Vamos ficar na expectativa!

Como minha curiosidade vai longe, peguei a ficha técnica, depois de escutar todo registro. Veja quem toca o que...


Paralelas - Blues LabelVelha Roupa Colorida - Big Joe Manfra Blues Banda - participação: Pedro Quental
Divina Comedia - Mister Jack
A Palo Seco - Jefferson Gonçalves & Banda - participação: Luana Dias
Mucuripe - Blues Etílicos - Particpação: Sambê.
Hora do Almoço - Artur Meneses
Medo de Avião - Ted & Blue Drop
 Galos Noites e Quintais - Diogo Farias & Marcelo Justa
Pequeno Mapa do Mundo - Vasco Faé
Como Nossos Pais - Taryn
Comentário a Respeito de John - Adriano Grinemberg
Fotografia 3x4 - Big Bat Blues Band
Apenas Um Rapaz Latino Americano - Felipe Cazaux
Coração Selvagem - Rodrigo Nézio e Duocondé Blues

sábado, 21 de abril de 2012

Ringo Starr - 2012

“Ringo 2012”

Ringo Starr a estrela que sempre brilhará!


Por Elias Nogueira
Falar de Ringo Starr é um fato que o mundo inteiro sabe. O baterista mais famoso do mundo, um Beatle, carismático, inteligente, abrigava a arte dentro de si... além de baterista, é ator (dos bons), toca piano, canta, compõe, emblematizou músicas dos Beatles com sua voz... Mas era na simplicidade que residia à genialidade de Ringo Starr, autor de batidas memoráveis como as de “Come Together”, “Tomorrow Never Knows”, “Ticket to Ride”, “Helter Skelter”, “Rain” e muitas outras coisas – não era a toa que depois da separação o baterista foi mais requisitado, tanto pelos seus amigos de banda como outros famosos.

Desde o início de sua carreira com os Beatles na década de 1960, Ringo tem sido um dos mais brilhantes do mundo luminares musical. Ele foi o baterista perfeito para música,  o rock n’ roll não seria o mesmo sem sua criatividade, elemento que Ringo continua tendo de sobra até hoje.

Depois da turnê mundial em 2011, teve passagem pelo Brasil, o baterista aparece com mais um lançamento - “Ringo 2012”; está disponível, completo, para audição na Internet. É o 17º álbum solo do baterista, contém nove faixas e foi lançado oficialmente em 31 de Janeiro. A produção ficou por conta do próprio Ringo além de Van Dyke Parks responsável por trabalhos com os Beach Boyse Glen Ballard que já trabalhou com Alanis Morissette.

É claro que o disco conta com participações especiais, dentre elas Joe Walsh do Eagles, Benmont Tench do Tom Petty And The Heartbreakers e Dave Stewart do Eurythmics.


“Ringo 2012”, emula rock, reggae, country, blues e até samba na faixa de mesmo nome que não tem nada com o ritmo brasileiro. O disco é curto na medida certa, é também recheado por ótimas faixas como “Anthem” (introdução lembra “Glass Onion” que Ringo criou no histórico “Álbum Branco” dos Beatles), “Wings” releitura de sua canção de 1977 do álbum “Ringo The 4th”, “Rock Island Line”, “In Liverpool”, “Step Lightly” é outra releitura ótima do álbum “Ringo” de 1973 e “Slow Down”, esta última um típico rock n’ roll dos bons,

Viver do passado é bom e Ringo demonstra isso; para a nossa sorte ele junta seu arquivo de memórias em músicas totalmente honestas e melodicamente boas. Parabéns, Ringo! Você vem mostrando o que é rock de verdade!


Mais Ringo
Perto a completar 72 anos (07/07/1940) e com muita vitalidade Ringo Starr acaba de anunciar a décima terceira formação da All Starr Band, que será lançada no dia 14 junho de 2012, quando nosso baterista favorito iniciará sua nova turnê no Fallsview Casino em Niágara Falls, Ontário (Canadá), com conclusão em 21 de julho de 2012 no Greek Theater em Los Angeles, Califórnia.
Os componentes, atuais, da All Starr Band são: Steve Lukather (Toto) e Gregg Rolie (Santana & Journey), que se juntarão aos já devidamente estrelados Richard Page, Todd Rundgren, Mark Rivera e Gregg Bissonette. A turnê está sendo produzida por Dave Hart e deverá contar com setlist parecido com o que vimos no Brasil e mais músicas do novo disco - "It Don't Come Easy", "Photograph", "With a Little Help From My Friends", "Yellow Submarine"... "Wings"... E ainda os clássicos de outros músicos, como: "Rosanna", "Broken Wings", "Hello It's Me" e "Black Magic Woman". Ringo vai passar seu aniversário na estrada, com uma performance no Ryman Auditorium, em Nashville, dia 07 de julho. 
 
Com a palavra quem entende do assunto:

Bacalhau (Baterista dos Autoramas e ex- Planet Hemp)
Começei minha carreira musical desde muito novo aos seis anos e já ganhara a minha primeira bateria, já fazia um som. Até  o hoje não me esqueço do momento em que ouvi a bateria de "Come Together" no rádio pela primeira vez; fiquei estupefato com o arranjo  e corri direto para a bateria e comecei a tocá-la de tão impactante que foi o contato com a experiência. 

Ringo exerce em mim uma influencia bem grande sempre me agradou o seu jeito único de acompanhar a música e os músicos, o canhoto disfarçado de destro que me faz escutar e estudar até hoje os discos dos Beatles e os seus discos solos que sempre me serviram de inspiração e renovação para minha vida particular e musical.

 
Rui Motta (ex-baterista dos Mutantes)
O Ringo Starr pertence a uma classe especial de bateristas que colocam a bateria totalmente a serviço da música, e ele faz isso com extrema maestria, criando batidas e viradas elaboradas e altamente pessoais. O fato de ter integrado a maior banda de todos os tempos, que influenciou costumes e idéias, o coloca numa posição acima de qualquer julgamento predatório.
Como se não bastasse, os discos que mais ouvi e que mais influenciaram minha infância musical foram Rubber Soul, Revolver e Abbey Road - sem nenhum exagero, três obras primas do rock mundial. Não sei se rolos duplos, triplos, apogiaturas, baquetamentos mistos e triangulações fazem parte do seu interesse, o que não faz a menor diferença, porque a cereja do bolo ele já conseguiu há muito tempo.

Marcelo Lobato (O Rappa)
Beatles para mim é uma referência da infância. Pelo atraso com que os discos e a informação musical de fora chegavam ao Brasil, a sensação era a de que eles ainda seguiam como banda. E no entanto, eles já não mais tocavam juntos. Eu tinha uns cinco anos de idade. Engraçado como o Ringo para muitos era considerado um baterista menor. Eu mesmo, na minha fase de adolescência radical, admirava bateristas como John Bonham e só fui dar o real valor mais tarde. Aliás, a entrada dele nos Beatles foi exatamente por ser um ótimo músico. Tocando sua bateria Ludwig muito parecida com o meu primeiro instrumento, um genérico de marca Pingüin. O banco alto, as finas ferragens de pratos e caixa. Nunca espalhafatoso. Ao mesmo tempo inusitado e criativo. Um humor marcante. Bem mais tarde vim a assistir a um filme de Frank Zappa, onde ele fazia o papel de Frank Zappa (200 Motels). Hilário, doidão...Sem falar que não era só um baterista. Emprestou sua voz para várias canções dos Beatles. Enfim. Ringo Starr era o molho da banda. Talvez por não ser um músico de frente, não sofreu tanto a exposição na mídia quanto os demais. Que empreguinho sensacional!

Greg Bisonette (All Starr Band) 
- Ringo tem um swing natural incrível e toca de uma maneira que se encaixa perfeitamente na música. Quando Os Roundheads estavam aprendendo a tocar “Long Tall Sally” para o show, pedi a ela para ensinar como fazer aquela tercina incrivelmente agressiva perto do final, pois ouvi tons, prato e bumbos ao mesmo tempo. Ele se sentou alegremente no kit e me deu a maior aula de bateria que já tive. A virada é o seguinte: como Ringo é canhoto, ele faz o bumbo e o prato no tempo 1, então faz o surdo com a mão direita, a caixa com a mão esquerda, o crash com a direita e o bumbo número 2, então a caixa com a esquerda, surdo com a direita - e repete. Que honra, obrigado Ringo! “Trecho tirado, do depoimento, da revista Modern Drummer edição 37”


Quem toca em “Ringo 2012”
Benmont Tench - órgão
Dave Stewart - guitarra, teclado
Van Dyke Parks - teclado, acordeão
Amy Keys - vocais de apoio
Kelly Moneymaker - vocais de apoio
Don Was - Baixo
Edgar Winter - orgão, sax
Ann Marie Calhoun - violino
Kenny Wayne Shepherd - guitarra
Bruce Sugar - piano, arranjo de sopros
Steve Dudas - guitarra
Matt Cartsonis - bandolim
Charlie Haden - baixo
Richard Page - baixo, vocais de apoio
Michael Bradford - baixo


“Ringo 2012” faixas.

1.“Anthem” (Richard Starkey/Glen Ballard)
2. “Wings” (Richard Starkey/Vince Poncia)
3. “Think It Over” (Buddy Holly/N
orman Perry)
4. “Samba” (Richard Starkey/Van Dyke Parks)
5. “Rock Island Line” (Arrangement by Richard Starkey)
6. “Step Lightly” (Richard Starkey)
7. “Wonderful” (Richard Starkey/Gary Nicholson)
8. “In Liverpool” (Richard Starkey/Dave Stewart)
9. “Slow Down” (Richard Starkey/Joe Walsh)

sábado, 7 de abril de 2012

Hyldon no Teatro Rival - 05 Abril /2012 + entrevista

 Hyldon mostrou o “Soul Brasileiro” em apresentação única no Teatro Rival Petrobras no Rio de Janeiro!

Acompanhado pela Banda Brasil Sambasoul, Hyldon cantor, compositor, instrumentista e produtor é a prova de que o tempo faz bem, neste caso é mais que comprovado.

Numa Quinta-feira Santa, 05 de Abril de 2012 no centro do Rio ainda era cedo, quando Hyldon entrou no palco e começou a destilar seus hits e algumas surpresas. Foi uma noite mais do que especial. Hyldon convidou para a festa a cantora Julia Costa e a MC Yasmim. Mas a noite ainda reservava surpresa; além do desfile de sucessos, Hyldon chamou ao palco o compositor, guitarrista e cantor Tunai que saiu do palco aplaudido para entrar o inesquecível Dalto, cantor e compositor de sucessos que interpretou “Flash Back” e “Na Sombra de uma árvore”. Foi uma noite especial, ainda mais quando Hyldon cantou “Na rua, na chuva, na fazenda" o público delirou e cantou junto o tempo todo!. O que falar do Hyldon? O cara fez parte de uma geração privilegiada que ao lado de Cassiano e Tim Maia, formaram a tríade de blackmusic brasileira...


Veja alguns registros do show e também a entrevista com Hyldon!

MC Yasmim e Hyldon
Giulia Costa e Hyldon
Dalto, Hyldon e Carlos Malta

Dalto, Hyldon e Tunai
----------------------------------------------------------------

Hyldon “Soul Brasileiro” em grande estilo!

Cantor  reedita disco com bônus e outras coisas...

Por Elias Nogueira

Seis meses foi o tempo em que Hyldon e seu co-produtor César Delano ficaram no estúdio refazendo voz e vocais, colocando guitarras e remixando todas as faixas do “Soul Brasileiro” - o original foi lançado em 2004, o resultado é um disco remontado. Ricardo Garcia fez a masterização e o projeto gráfico foi desenvolvido e criado pela Agência Guanabara e do consagrado Dj Zé Octavio.

Hyldon recrutou seus camaradas para ficar melhor o que já era bom; Zeca Baleiro, Nação Zumbi, Frejat, Seu Jorge, Céu, Karina Buhr, Carlinhos Brown, Galo Preto, Chico Buarque, Jorge Vercillo, Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra, Alceu Maia, Marlon Sette e Zé Menezes.

Os seus fãs ainda ganharão uma faixa bônus com a música “Estão dizendo por aí” e mais um clipe em full HD, da música Brazilian Samba Soul, dirigido por Malú Schöerder. Versos que Hyldon divide com sua filha Yasmin, em um momento ímpar na vida do cantor.
“Soul Brasileiro” não é apenas mais um disco de Hyldon, o soulman que se destacou nos anos 70. Hyldon misturou pop, samba, soul, choro e forró. Digo mais:  não são as únicas coisas interessantes que este trabalho do músico baiano radicado no Rio traz, ele divide suas músicas com letristas e as letras com musicistas. 

Hyldon teve seu primeiro e maior sucesso em 1975, com a balada emblemática "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda", título de seu primeiro disco, que ainda estourou "Na Sombra de uma Árvore", "As Dores do Mundo", “Sábado e Domingo”, “Acontecimento”, e “Vamos Passear de Bicicleta”.

Por Elias Nogueira

Soul Brasileiro – Edição Extra.
- O Estúdio da Warner Chappel sofreu uma grande reforma ,e em cinco anos a tecnologia evoluiu muito e me fizeram a proposta de dar um up grade. Resolvi aceitar o desafio, no início era só pra colocar novamente as minhas vozes, mas no embalo resolvi colocar alguns vocais e já que estava com a mão na massa, meti umas guitarras também, tudo na maior calma e capricho e com cuidado de não descaracterizar original que foi tão elogiado sendo indicado como um dos melhores discos do ano. Foram seis meses de trabalho e teve remixagem com César Delano e a masterização com Ricardo Garcia. 

Além das fronteiras.
- Fomos procurados por Japoneses e Europeus, estamos em conversação para lançarmos por lá. 

“Estão dizendo por aí”
- Fui gravar o programa do Arnaldo Antunes o Grêmio Recreativo Arnaldo Antunes,foram dois dias maravilhosos  ,um de ensaio e outro com um show ao vivo no Stúdio SP. Pra que não viu, aliás pode assistir no site da MTV. A idéia é juntar um grupo de artistas capitaneados pelo Arnaldo e todos interagirem nas músicas um do outro. Nesse meu dia que foi o primeiro programa o time era uma seleção; Arnaldo Antunes, Seu Jorge, banda base Nação Zumbi, Edgar Scandurra, Céu, Karina Burh, Gui, Rica Amabis e Dustan Gallas (Cidadão Instigado), A MTV fez um clipe de uma das músicas que cantei "Estão dizendo por aí" uma música que gravei no meu disco de 1977 na antiga CBS e que grupos novos redescobriram, resolvi fazê-la por que é um funk e permite participação de todos e da platéia..O mais legal foi que a MTV liberou a música e pude incluí no CD; aumentou o número de participantes para 43 pessoas..O disco ganhou um trabalho gráfico com direito a mini-pôster com as letras e todas informações.

Você diz que esse é um dos melhores de sua carreira.
- É como filho, você fica babando o bebezinho que acabou de nascer, mas gosto de vários até por que posso até ter errado a mão em algum. Mas todos foram feitos  sem concessões e com alma. Esse tem um lance novo, vem com um clipe da música “Brazilian Samba Soul” e já está rolando por aí.

Fora do contexto... você já assistiu à peça Tim Maia - Vale tudo, o musical?
- Não vi e nem verei. Eu e Tim fomos amigos e somos parceiros, prefiro ficar com as minhas lembranças, mas fico contente que esteja fazendo sucesso e propagando as músicas do meu querido.






segunda-feira, 26 de março de 2012

Alcione - Duas Faces





Seja cantando samba, bolero, chanson francesa, samba-canção, jazz, samba de roda, blues, canção napolitana, bossa nova, toada, forró, embolada ou morna cabo-verdiana, Alcione está sempre em casa. Foi assim, à vontade, que a quarta dos nove filhos de tenente João Carlos Dias Nazareth, regente da Banda de Música da Polícia Militar do Maranhão, ganhou o mundo. Portanto, nada mais adequado do que comemorar os 40 anos de carreira levando a expressão ao pé da letra e trazendo para a própria residência, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, essas múltiplas facetas que a acompanham desde o início. 

E por início não se entende a carreira fonográfica, inaugurada em 1972 com o compacto "Figa De Guiné" (Nei Lopes e Reginaldo Bessa)/"O Sonho Acabou" (Gilberto Gil). Entre a primeira vez em que cantou no palco, em baile da Orquestra Jazz Guarani, que seu pai regia, até estabelecer-se como grande voz do samba, Alcione brilhou em boates como Little Club, Barroco, Bacarat, Holida, Bolero, 706 e Number One, no Rio. E é muito desse clima intimista e livre de amarras de gênero que ela recupera neste DVD e CD Duas Faces – Jam Session (que por sua vez, é apenas o primeiro dos lançamentos comemorativos; a outra metade, Duas Faces – Ao Vivo Na Mangueira, sai em janeiro de 2012). 

Isso só podia ser feito, claro, entre amigos. Os habituais companheiros da Banda do Sol - Alexandre Menezes (teclados), Alvinho Santos (violão), Ricardo Cordeiro (baixo), Paulo Bogado (bateria), Luizão Ramos (sax e flauta), Edmílson Nazareth (percussão) e mais Edson Santana (cavaquinho e bandolim) – ajudam a Marrom a receber as visitas ilustres de Maria Bethânia, Martinho da Vila, Djavan, Emílio Santiago, Áurea Martins e Lenine. 

A reuniãozinha começa com a música que dá nome ao projeto, "Duas Faces", de Altay Veloso, que Alcione tinha registrado em 1990, no LP Emoções Reais. Não tem Sade nem "smooth operator" para concorrer com o arranjo que Jota Soares tramou aqui. Intérprete e autor foram feitos um para o outro, fica provado mais uma vez: depois da bela introdução do sax, a malícia do fraseado da cantora dança encaixadinha com a poesia do mestre do samba romântico, traduzindo mais um daqueles casos complicados que todo mundo teve, tem ou terá. 
A canção seguinte é uma pérola bem pescada, inédita na voz da Marrom: "Quem Já Esteve Só", de Ivor Lancelotti e Paulo Cesar Pinheiro fossa rara que vai fundo nos abismos do tema, mas com uma dinâmica que só Alcione saberia impor. Sem cerimônia, ela inaugura depois a seção internacional do piano bar, com "Comme Ils Disent", tema de Charles Aznavour que apresenta sem rodeios o cotidiano de um travesti e que rompeu tabus ao ser lançada, em 1972, na França. 

Ao bandolim, Edson Santana transporta todos para o sul da Itália já na introdução de "Passione Eterna", outro sucesso setentista (de Mario Merola, um renovador do gênero napolitano) que a cantora traça com gosto. Destaque para a pronúncia saborosa (ela morou dois anos na Velha Bota) e, obviamente, o arrebatamento necessário. 

"Rua Sem Sol" é outra joia, só que brasileira, samba-choro de Mário Lago e Henrique Gandelman que Alcione tinha cantado com Angela Maria apenas no programa Alerta Geral, da TV Globo em 1979. Contrita, mas à sua maneira, a interpretação da maranhense busca caminhos diferentes dos seguidos pela "dona" do sucesso. Mesmo com toda a reverência, só podia ser assim. 
A seção de convidados é inaugurada com Maria Bethânia e seu maestro, Jaime Alem, com a monumental"Sem Mais Adeus" de Vinicius de Moraes e Francis Hime. As duas amigas – desde os anos 70 - não decepcionam: é um encontro sublime que honra o histórico de gravações da canção (Wanda Sá, Elizeth Cardoso...) . Na resenha íntima da introdução, a própria Marrom, define, entre risos, sem falsa modéstia: "A gente deitou e rolou ali". 

A força da natureza Áurea Martins é a segunda a entrar na roda. Companheira dos tempos de boate, ela divide com Alcione o samba-canção "Pela Rua", de Dolores Duran e J. Ribamar, em dueto intenso, sob os olhares atentos e de admiração de Bethânia. Tudo em casa, em todos os sentidos. 
Em "Estate", Alcione reestabelece a alta temperatura do bolero italiano que João Gilberto conheceu no balneário de Viareggio, quando dividiu temporada com a orquestra de um dos autores (Bruno Martino). Ela extravasa como ninguém o verso "odio l'estate" ("odeio o verão") sublimado na versão bossa que ganhou o mundo (e que os admiradores internacionais de João transformaram em standard de jazz). Ainda que o arranjo de Zé Américo Bastos seja suave e elegante, verão com a Marrom é chapa quente. 

É nesse clima que chega Emílio Santiago, outro comparsa dos tempos de noite. Com ele, Alcione volta ao universo ímpar de Altay Veloso (e de seu parceiro Paulo César Feital). Uma emocionada troca de olhares entre os velhos amigos – "passou rapidinho, né?", comenta o cantor - e os dois engrandecem "40 Anos", que antes já fora registrada por ninguém menos que Leny Andrade (além do próprio Altay). A letra em forma de crônica abraça a história recente do país com boas rimas e recortes inusitados para desembocar num lalalalá laialaiá gostoso. E mais resenha saborosa... 

Antes da chegada de Djavan, Alcione manda sozinha "O Sono dos Justos (Cristo Redentor)", bom samba recente de Marcus Lima e Márcio Proença que não recebeu a exposição devida ao ser gravado no álbum Acesa, de 2009. Com o alagoano, depois da conversa no sofá, ela entra marota, cheia de ginga, na métrica irregular da excelente "Capim" (da excelente safra dele de 1982, álbum Luz), e os dois fazem o difícil parecer molezinha. Daria para fazer um discaço inteiro nessa base... 

A sequência tem outra inédita na voz da Marrom, "Passional" (cultuada na voz de Fátima Guedes), pinçada com faro de pesquisador, e o boleraço "Todavía", de Armando Manzanero. Espaço para a catarse da intérprete, com aquele jeitão de botar tudo pra fora que faz a loucura dos fãs. Em castelhano, então, sobremanera... Para completar, uma daquelas da Elizeth (na verdade, de Raul Sampaio e Benil Santos), "Até as Lágrimas", com lindo solo de Edson Santana no bandolim. 

Já na reta final, Alcione pega outra cult, "Mesa de Bar", de Gonzaguinha (que ela já tinha cantado em 1985) e trata de honrar o nome Jam Session. Invocada, scateia, pistonzeia (para bem mais do que "air trompete"), caseia e chuleia, criando seu próprio tempo antes de cantar a palavra "democracia" sem uma gota de populismo. 

Lenine entra depois como uma surpresa: é o único dos convidados sem uma "vida pregressa" com a estrela. "Sabe por que ele está nesses 40 anos? Porque eu gosto dele", explica Alcione. A escolha para o dueto é igualmente inusitada e bacana, apontando para o Nordeste dos dois: "Evolução", de Valter Souza, gravado originalmente por Ary Lobo (paraense, contemporâneo de Jackson do Pandeiro – 1930-1980), um talento não devidamente lembrado.

Lenine fica na sala para aplaudir o último a chegar: Martinho da Vila, entoando com a anfitriã a genial "Ilha de Maré", um dos pilares – baianos - da carreira de Alcione, e a contagiante "Roda Ciranda" (de sua própria lavra), com todo mundo na palma da mão. Melhor do que isso, só se o DVD viesse com uma provinha, um cheiro das iguarias que a Marrom serve em casa: torta de caranguejo e arroz de cuxá têm poder! Que venha a outra face. (Assessoria)


terça-feira, 20 de março de 2012

Creedence Clearwater Revisited “Brasil 2012”


“Stu Cook (baixista) e Doug Clifford (baterista)" sãos líderes e fundadores do Creedence Clearwater Revisited que antes era Revival e acabou adquirindo vida própria. Os dois integrantes originais remanescentes do lendário grupo Creedence Clearwater Revival iniciaram o projeto Creedence Clearwater Revisited em 1995, com o objetivo de retomar os grandes clássicos que ficaram para trás, com a versão original da banda. 
Embora a dupla tenha planejado apenas apresentações mais íntimas e menores, atualmente o Creedence Clearwater Revisited se apresenta cerca de 100 vezes por ano e lançou o álbum Recollection. A banda já viajou pela América do Norte, América do Sul, Nova Zelândia, Europa e Ásia, ou seja, basicamente o Mundo inteiro quebrando recordes de público embalados pela bagagem de hits do CCR - Proud Mary, Suzie Q, Bad Moon Rising e Have You Ever Seen the Rain?, dentre outras fazem o povo pular e dançar o tempo todo.
O Creedence Clearwater Revisited percorreu um longo caminho até encontrar músicos que pudessem fazer o som que marcou a banda. Foram recrutados o vocalista e guitarrista John Tristao, o guitarrista Tal Morris, além do multi-instrumentista Steve Gunner.
Com esta nova formação, Stu & Doug e sua banda Creedence Clearwater Revisited adicionam um novo capítulo ao seu legado com uma energia vibrante e emocionante. A verdade é que eles respeitaram a sonoridade e reproduzem fielmente o som marcante do grupo, com isso eles lotam casas de shows por onde passam. No Rio de Janeiro eles se apresentaram algumas vezes durantes esses últimos anos e sempre com casa cheia, dia 18 de Março no Citibank Hall foi mais uma apresentação impecável - publico cantando junto desde a primeira música até o bis final. Que retornem sempre, vocês serão sempre bem vindos!



Colaborou: Odete Bordim

terça-feira, 13 de março de 2012

Projeto Bandas 2012

Pessoal, o Projeto Bandas 2012 é muito bacana. Tive  oportunidade de conversar com os produtores Guilherme e Bacalhau, confira os vídeos abaixo.